Você é aquela doce
Contradição
Que eu amo
Resolver
Você é aquele ácido
Paradoxo
Que eu odeio
Não entender
Você é minha dúvida
E meu acerto
O meu erro
E minha certeza
Você é tudo aquilo
Que eu não consigo
Responder
Todas as palavras
Que insisto
Em escrever
Você é minha
Eureka
Minha tão doce contradição
Rebecca
segunda-feira, 29 de dezembro de 2014
terça-feira, 18 de novembro de 2014
Sobrejetividade
Negar o subjetivismo do homem
É negar o próprio homem.
Se somos máquinas
Não agimos sob lógica.
Se somos equações
Temos mais incógnitas que respostas.
Se somos reações químicas
Não tendemos ao equilíbrio.
Se somos apenas carne
Vamos além da nossa morte.
Se pensamos ou existimos
Ou ambos, ou nenhum
É porque muito antes
Da verdade,
Da científica e cruel
Verdade
Fomos antes homem
Fomos antes
Subjetividade.
É negar o próprio homem.
Se somos máquinas
Não agimos sob lógica.
Se somos equações
Temos mais incógnitas que respostas.
Se somos reações químicas
Não tendemos ao equilíbrio.
Se somos apenas carne
Vamos além da nossa morte.
Se pensamos ou existimos
Ou ambos, ou nenhum
É porque muito antes
Da verdade,
Da científica e cruel
Verdade
Fomos antes homem
Fomos antes
Subjetividade.
segunda-feira, 13 de outubro de 2014
Das Esquecidas
E na minha mente
Os poemas incompletos
Gritam por uma finalização
Clamam pelas palavras
Que lhes darão sentido
Nessa sinérgica união
Imploram pelos olhos sedentos
Dos leitores e do autor
Desesperados de atenção
E assim é a poesia
Tão semelhante
Tão parecida
Às pessoas do dia-a-dia...
Os poemas incompletos
Gritam por uma finalização
Clamam pelas palavras
Que lhes darão sentido
Nessa sinérgica união
Imploram pelos olhos sedentos
Dos leitores e do autor
Desesperados de atenção
E assim é a poesia
Tão semelhante
Tão parecida
Às pessoas do dia-a-dia...
quinta-feira, 18 de setembro de 2014
Vote Em Mim
Sejamos fanáticos
Cegos e ignorantes
Nazismo político
Ódio intolerante
Escolha seu partido
Mesmo que seja em branco
Só não tente impor
Seu falso "avanço"
A cor pouco importa
No fim, são todos iguais
Só não enxergam isso
Animais irracionais
Um último conselho?
Fanatismo absurdo
Faz de pessoa esclarecida
Um cego, surdo e mudo.
Cegos e ignorantes
Nazismo político
Ódio intolerante
Escolha seu partido
Mesmo que seja em branco
Só não tente impor
Seu falso "avanço"
A cor pouco importa
No fim, são todos iguais
Só não enxergam isso
Animais irracionais
Um último conselho?
Fanatismo absurdo
Faz de pessoa esclarecida
Um cego, surdo e mudo.
quinta-feira, 14 de agosto de 2014
Tu
Sê de corpo e alma
Sê de todo inteiro
Te livras das maldições
Te libertas das previsões
Faças o que dizer
Digas o que fizer
Só nunca deixes morrer
Aquilo que abrange o infinito
Das contradições de Capitu
Aquilo que só há de ser
Tu
Sê de todo inteiro
Te livras das maldições
Te libertas das previsões
Faças o que dizer
Digas o que fizer
Só nunca deixes morrer
Aquilo que abrange o infinito
Das contradições de Capitu
Aquilo que só há de ser
Tu
Doses
Ela sorriu como se bebesse Martini
Eu retribui com um olhar Whisky
E nessa mistura embriagante
Entre doses de olhar e sorriso
Eu acordei com a ressaca:
Saudade.
Eu retribui com um olhar Whisky
E nessa mistura embriagante
Entre doses de olhar e sorriso
Eu acordei com a ressaca:
Saudade.
segunda-feira, 14 de julho de 2014
Voo
E se a felicidade for contigo?
Eu sei
É o maior castigo
Pro meu coração
E se a saudade ficar comigo?
Eu sei
É o maior inimigo
Pra essa solidão
Mas se disser que fica
Eu sei
Tudo em mim acredita
Que não será em vão.
Monotonia
Há tanto sofrimento na alegria
Uma estranha contradição familiar
Como a emocionante monotonia
Que nos prende em nós mesmos
E ainda assim não achamos graça
Quase como se rejeitassemos quem somos
Pra nos emocionar com quem nunca seremos.
Uma estranha contradição familiar
Como a emocionante monotonia
Que nos prende em nós mesmos
E ainda assim não achamos graça
Quase como se rejeitassemos quem somos
Pra nos emocionar com quem nunca seremos.
sexta-feira, 23 de maio de 2014
Chuva
A chuva que insiste lá fora
Não é a mesma que cai aqui dentro.
No turbilhão de emoções
No olho do furacão
Eu nada enxergo além de mim.
Como se atraído pelo marasmo cotidiano
Deixo a vida seguir seu rumo
Esquecendo aquilo que nunca foi
Relembrando aquilo que poderia ter sido.
Não é a mesma que cai aqui dentro.
No turbilhão de emoções
No olho do furacão
Eu nada enxergo além de mim.
Como se atraído pelo marasmo cotidiano
Deixo a vida seguir seu rumo
Esquecendo aquilo que nunca foi
Relembrando aquilo que poderia ter sido.
sexta-feira, 25 de abril de 2014
Uni Verso
Não é a beleza dela
Que me atrai
Seus olhos em
Supernova cintilante
Nem tampouco
Seu sorriso em
Via láctea viciante.
De fato não é
O seu cheiro em
Meteoros fuzilantes
Talvez fossem
Suas palavras em
Estrelas cadentes circulantes
Mas não é.
O que me atrai nela
É algo que ocorre
Entre a mente e o coração
No momento exato em que a vejo
A isso eu chamo
Buraco negro.
Que me atrai
Seus olhos em
Supernova cintilante
Nem tampouco
Seu sorriso em
Via láctea viciante.
De fato não é
O seu cheiro em
Meteoros fuzilantes
Talvez fossem
Suas palavras em
Estrelas cadentes circulantes
Mas não é.
O que me atrai nela
É algo que ocorre
Entre a mente e o coração
No momento exato em que a vejo
A isso eu chamo
Buraco negro.
segunda-feira, 24 de março de 2014
Problemática
Ela ali, parada
Muda
Estática.
Eu aqui, poético
Semântico
Cinético.
Gestos líricos
Dramáticos
Corretos.
Pensamentos empíricos
Frenéticos
Secretos.
Enfim....
Ela me sorriu com um olhar incerto
Certa de que haveria algo além
Dessa loucura que chamamos vida
Só pude retribuir um sorriso vago
Certo de que a certeza é a única dúvida
Dessa vida que necessita loucura.
Muda
Estática.
Eu aqui, poético
Semântico
Cinético.
Gestos líricos
Dramáticos
Corretos.
Pensamentos empíricos
Frenéticos
Secretos.
Enfim....
Ela me sorriu com um olhar incerto
Certa de que haveria algo além
Dessa loucura que chamamos vida
Só pude retribuir um sorriso vago
Certo de que a certeza é a única dúvida
Dessa vida que necessita loucura.
Preconceito
Antes de pré julgar
Entenda
Antes de entender
Pergunte
Antes de perguntar
Conheça
E antes de conhecer
Não julgue.
Entenda
Antes de entender
Pergunte
Antes de perguntar
Conheça
E antes de conhecer
Não julgue.
domingo, 16 de fevereiro de 2014
Démodé
Alguns
dizem que que é uma lenda, “ninguém
em sã consciência acreditaria nisso”.
Outros, que foi um gênio sem igual, de uma astúcia e precisão
britânicas. Qualquer fosse a versão real, o fato é que ele
existiu. E bem como surgiu, desapareceu. Sem deixar rastros, pistas
ou mesmo um nome. Apenas deixou-nos seu pensamento ou, se preferir,
forma de interpretar a vida. Que eu lhes conto a seguir.
O mês era Fevereiro. O ano, pela década de noventa. O local, pouco importa. Só será necessário saber que as coincidências da vida são meros acasos travestidos de grandes fatos. Como se alguém em algum lugar nos pregasse uma peça, quer dizer, se esse alguém realmente existisse. Foi assim, misteriosamente, que sentaram-se à mesa eles. Dois estranhos conhecidos afim de jogarem papo fora ou apenas molhar a garganta, seja qual fosse a companhia.
O bar estava elétrico. O samba-rock entoado pela dupla juntamente com o calor estonteante motivava ainda mais a embriaguez do local. Era um misto de copos dançantes e mesas falantes. E no meio de toda algazarra um deles dispara:
— Barzinho movimentado esse. Acho que vou pedir logo algo para tomarmos.
— Já passou da hora.
— Garçom, nos veja dois chopp's e aquele torresmo no capricho.
— Opâ doutor, é pra já.
— E Grande, se possível me traz um cinzeiro.
— Sem problemas.
É aqui que lhes apresento o único personagem conhecido dessa história. André Ferrara, um amigo de um primo de um conhecido meu. Foi ele quem sentou-se à mesa com a lenda viva. Apesar de, nesse momento em que encontra-se, ainda não saber disso. Posto que o que precisaremos saber de André é que detesta cigarro.
— Eu só queria...
— Eu sei André. Você gostaria de me dizer que não gosta de cigarro.
— Isso mesmo.
— Mas como eu já percebi e calculei, você não irá se importar. Ou ao menos não irá se contrapor.
— Calculou e percebeu!? Do que é que você está falando?
— É impressionante.
— Como assim? Você está me deixando confuso!
— É impressionante como ninguém percebe que é possível provar matematicamente todos os seus próximos atos.
— Continuo sem entender.
— Deveria ter presumido que isso iria acontecer. Bom, digamos que sua vida é um emaranhado de incógnitas, mas com uma única constante, que é você.
— Prossiga...
— E que se fosse capaz de saber todas essas incógnitas que tangeram sua vida, facilmente eu conseguiria prever seus atos futuros. Ou seja, se eu soubesse tudo que você passou, todas as escolhas que fez, às que não fez, qual foi o meio em que cresceu, quais pessoas te moldaram...
— Aonde você quer chegar?
— O que quero dizer-te é óbvio. Nós somos uma constante, o que muda a nossa volta é que realmente transforma as coisas. Você passa a pensar diferente porque algo aconteceu em sua vida. Mas não te mudou! Mudaram-se as incógnitas a sua volta, alterando a resolução final. Veja, todas as vezes em que saímos juntos reparei que em 95% delas você se incomodava com a presença do cigarro, mesmo que não verbalmente. Contudo, nunca pediu para que parasse de fumar ou se retirou do local. Suas feições, seus gestos e atos entregam futuras possibilidades...
— Não acredito em você. Essa do cigarro foi muito fácil, afinal, você sempre soube que eu odeio esse tipo de coisa.
— Céticos... Por exemplo, o garçom que nos serviu provavelmente irá esquecer uma das coisas que pedimos, pois percebi que em setenta e sete porcento das mesas que ele atende, acaba retornando para perguntar algo.
— Bom, logo veremos se sua teoria é válida. Aí vem ele...
— Os dois chopp's no capricho para os doutores. Um cinzeiro para o camarada e... Deixa eu só perguntar. Qual foi mesmo o petisco que vocês pediram?
— Torresmo.
— Isso mesmo, desculpa a distração. É que ando com a cabeça nas nuvens, muitas contas para pagar. Sabe como é né?
— Que isso, tá tranquilo!
O garçom retira-se enquanto André põe-se a pensar.
— O que foi que te disse? A constante "memória" que nosso amigo garçom carrega pela vida foi alterada pelas incógnitas, neste caso as contas à pagar. O que alteraram modificaram as ações dele, fazendo-o esquecer a maioria dos pedidos.
— Então você sabia que eu não gostava de cigarro mas que aceitaria numa boa só reparando nas diversas situações em que você me viu e calculando elas?
— Exatamente. Somente uma incógnita nova, que talvez eu desconhecesse, mudaria esse fato. É pura matemática.
— Ou seja, no fundo você está me dizendo que somos puras e simples equações matemáticas!?
— Quase que por aí, juntando com um pouquinho de química, biologia e talvez filosofia.
— Certo. Mas se você é capaz de ditar as ações futuras de alguém, isso não seria o tal do destino?
— Destino? Isso é muito démodé! A moda agora é ser racional.
O mês era Fevereiro. O ano, pela década de noventa. O local, pouco importa. Só será necessário saber que as coincidências da vida são meros acasos travestidos de grandes fatos. Como se alguém em algum lugar nos pregasse uma peça, quer dizer, se esse alguém realmente existisse. Foi assim, misteriosamente, que sentaram-se à mesa eles. Dois estranhos conhecidos afim de jogarem papo fora ou apenas molhar a garganta, seja qual fosse a companhia.
O bar estava elétrico. O samba-rock entoado pela dupla juntamente com o calor estonteante motivava ainda mais a embriaguez do local. Era um misto de copos dançantes e mesas falantes. E no meio de toda algazarra um deles dispara:
— Barzinho movimentado esse. Acho que vou pedir logo algo para tomarmos.
— Já passou da hora.
— Garçom, nos veja dois chopp's e aquele torresmo no capricho.
— Opâ doutor, é pra já.
— E Grande, se possível me traz um cinzeiro.
— Sem problemas.
É aqui que lhes apresento o único personagem conhecido dessa história. André Ferrara, um amigo de um primo de um conhecido meu. Foi ele quem sentou-se à mesa com a lenda viva. Apesar de, nesse momento em que encontra-se, ainda não saber disso. Posto que o que precisaremos saber de André é que detesta cigarro.
— Eu só queria...
— Eu sei André. Você gostaria de me dizer que não gosta de cigarro.
— Isso mesmo.
— Mas como eu já percebi e calculei, você não irá se importar. Ou ao menos não irá se contrapor.
— Calculou e percebeu!? Do que é que você está falando?
— É impressionante.
— Como assim? Você está me deixando confuso!
— É impressionante como ninguém percebe que é possível provar matematicamente todos os seus próximos atos.
— Continuo sem entender.
— Deveria ter presumido que isso iria acontecer. Bom, digamos que sua vida é um emaranhado de incógnitas, mas com uma única constante, que é você.
— Prossiga...
— E que se fosse capaz de saber todas essas incógnitas que tangeram sua vida, facilmente eu conseguiria prever seus atos futuros. Ou seja, se eu soubesse tudo que você passou, todas as escolhas que fez, às que não fez, qual foi o meio em que cresceu, quais pessoas te moldaram...
— Aonde você quer chegar?
— O que quero dizer-te é óbvio. Nós somos uma constante, o que muda a nossa volta é que realmente transforma as coisas. Você passa a pensar diferente porque algo aconteceu em sua vida. Mas não te mudou! Mudaram-se as incógnitas a sua volta, alterando a resolução final. Veja, todas as vezes em que saímos juntos reparei que em 95% delas você se incomodava com a presença do cigarro, mesmo que não verbalmente. Contudo, nunca pediu para que parasse de fumar ou se retirou do local. Suas feições, seus gestos e atos entregam futuras possibilidades...
— Não acredito em você. Essa do cigarro foi muito fácil, afinal, você sempre soube que eu odeio esse tipo de coisa.
— Céticos... Por exemplo, o garçom que nos serviu provavelmente irá esquecer uma das coisas que pedimos, pois percebi que em setenta e sete porcento das mesas que ele atende, acaba retornando para perguntar algo.
— Bom, logo veremos se sua teoria é válida. Aí vem ele...
— Os dois chopp's no capricho para os doutores. Um cinzeiro para o camarada e... Deixa eu só perguntar. Qual foi mesmo o petisco que vocês pediram?
— Torresmo.
— Isso mesmo, desculpa a distração. É que ando com a cabeça nas nuvens, muitas contas para pagar. Sabe como é né?
— Que isso, tá tranquilo!
O garçom retira-se enquanto André põe-se a pensar.
— O que foi que te disse? A constante "memória" que nosso amigo garçom carrega pela vida foi alterada pelas incógnitas, neste caso as contas à pagar. O que alteraram modificaram as ações dele, fazendo-o esquecer a maioria dos pedidos.
— Então você sabia que eu não gostava de cigarro mas que aceitaria numa boa só reparando nas diversas situações em que você me viu e calculando elas?
— Exatamente. Somente uma incógnita nova, que talvez eu desconhecesse, mudaria esse fato. É pura matemática.
— Ou seja, no fundo você está me dizendo que somos puras e simples equações matemáticas!?
— Quase que por aí, juntando com um pouquinho de química, biologia e talvez filosofia.
— Certo. Mas se você é capaz de ditar as ações futuras de alguém, isso não seria o tal do destino?
— Destino? Isso é muito démodé! A moda agora é ser racional.
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
Moral da História
O tempo relativo
Urge à minha espera.
Paradoxalmente,
Manejos no tempo-espaço
Me tornam um segundo
Menos vivo.
Contudo,
Nas estranhas,
Quase que fisiologicamente
Não sinto a leve-pesada
Mão do senhor da razão.
Então
Porque me faz tão mal o relógio?
Qual a lógica reversa e inversa
De se dividir o tempo?
Não poderíamos tê-lo
Simplesmente ignorado?
Ele não só nos trouxe
A angústia fatal.
Trouxe a certeza
De nossa maior fraqueza:
Morremos um segundo por vez.
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