Vi uma foto tua no metrô
De repente
Sumiste
Tu ficaste tão triste
- pensara eu
Pois sorrias, tão bela
Me olhavas com afeto
De um modo ambíguo
Incerto, discreto
Separado e contíguo
A vida me volta
Afazeres, problemas
Amarga reviravolta
Mas não me entristeço
Pois sempre tu voltas
Na próxima estação
Seja primavera ou verão
Sempre tu voltas
Pro outono acabar
Pro inverno passar.
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
Idéias
Traga-me idéias!
Não me venha com fórmulas
Números ou teorias.
Não me assuste com sua conclusão
Seus nomes gregos ou filosofias.
Traga-me idéias.
Debatê-las é a essência.
Não me mostre citações
Nem se limite a dicotomias.
Não me dê explicações
Nem se baseie em ideologias.
Traga-me idéias
Debatê-las é a essência
Pois no fundo e de verdade
Se é república ou regência
Pouco importa
Traga-me idéias
Pra deixar aberta, sempre, a porta.
Não me venha com fórmulas
Números ou teorias.
Não me assuste com sua conclusão
Seus nomes gregos ou filosofias.
Traga-me idéias.
Debatê-las é a essência.
Não me mostre citações
Nem se limite a dicotomias.
Não me dê explicações
Nem se baseie em ideologias.
Traga-me idéias
Debatê-las é a essência
Pois no fundo e de verdade
Se é república ou regência
Pouco importa
Traga-me idéias
Pra deixar aberta, sempre, a porta.
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
Pincel em Aquarela
Um poeta escreve para alguém.
Se escreve está errado
Poeta deve escrever para ninguém.
Mas me pergunto quem
Deve dizer o que o poeta deve fazer?
Ninguém.
Mas se ninguém lê
E ninguém diz
Quem o poeta pensa que é?
O poeta é a tênue linha
Entre ninguém e todo mundo
O silêncio e o barulho
Entre tudo e entre nada
Entre o choro e a amada.
O poeta é o sopro de uma voz muda
Que toca o alheio em uníssono
Como num pincel em aquarela
Começa alvinegro e então permuta.
Se escreve está errado
Poeta deve escrever para ninguém.
Mas me pergunto quem
Deve dizer o que o poeta deve fazer?
Ninguém.
Mas se ninguém lê
E ninguém diz
Quem o poeta pensa que é?
O poeta é a tênue linha
Entre ninguém e todo mundo
O silêncio e o barulho
Entre tudo e entre nada
Entre o choro e a amada.
O poeta é o sopro de uma voz muda
Que toca o alheio em uníssono
Como num pincel em aquarela
Começa alvinegro e então permuta.
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