terça-feira, 3 de abril de 2012

A Ânsia da Ignorância


Desisti de tentar explicar as estrelas, a vida e o amor. Decidi que são coisas que não se explicam, apenas existem. Cansei de ver o tempo passar e minha morte aos poucos chegar. Irritei-me com a política e seus filhos. Entretive-me com a leitura e seus herdeiros. Pouco fiz para a humanidade mas sei que fiz o possível. O possível não para tornar o mundo melhor mas o possível que se possa imaginar nos sonhos. Pois como qualquer outro (excluindo exceções) ser humano meus planos de melhora não passam apenas de planos. O tempo passou e desisti de explicar a política e seus herdeiros. Decidi que são coisas que não se explicam, apenas existem. Cansei de ver as estrelas, a morte e os sonhos. Irritei-me com meus planos e o mundo. Entretive-me com a humanidade e seus filhos. Pouco fiz para a leitura mas sei que fiz o possível. O possível não para tornar o amor melhor, mas o possível que se possa imaginar na vida. E essa vida de exceções e contradições acabou. E nessa ânsia de tanta descoberta no nosso mundo rege a palavra soberana: a ignorância.

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