Ele
bate a porta, sem entender o que acabou de acontecer ali. Ela
corre para cama, se cobrindo entre lágrimas e temendo ter entendido
exatamente o que se passou ali. Já no carro, ele
dispara mensagens aleatórias através do celular. Algumas ele até
escreve, mas não envia. Já em seus pensamentos, ela luta para
não pegar o celular e ligar para ele. Mesmo que seja só para ouvir
um vago "Alô". Ele passa sem entender o
porque da toda essa baboseira complexa e que não leva a nada. Tomando sua primeira dose. Ela já luta contra lembranças
embaralhadas que vem a esmo, crendo achar que encontrou a resposta
para tudo aquilo. Dizendo e pensando coisas sem sentido,
ele mistura memória e whisky sem gelo. Algo arriscado. Agora
ela tem certeza de o que porque de tudo aquilo. Ele
termina entre mulheres vazias e garrafas cheias, tentando apagar
cicatrizes que ele não assume ter. Ela termina procurando em
outros braços os abraços que só com ele teve.
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