Sim
sozinho. Como se o nada me preenchesse de uma forma famigerada. De
uma forma rápida e indolor. De uma forma que não faça ninguém se
lembrar de mim, das minhas poesias e das minhas piadas. Como se
alguém tentasse mesmo que por acaso mostrar que nada faz sentido
quando não se tem ninguém, quando não se ama. E talvez tenha
razão. Que o único sentido de eu estar aqui atrás desse
computador, sentado, escrevendo para ninguém ler é uma
autossuficiência de expor meus sentimentos mais sórdidos e impuros,
onde ninguém poderá me julgar ou me dar conselhos. Um lugar onde
todos me ouvem mas ninguém responde, um eterno vazio de minha mente.
Saudades de velhos amigos e até mesmo dos amigos do presente que um
dia cairão no esquecimento de minhas memórias e só serão
lembrados com um aperto no coração. Mas o que é que eu estou
dizendo eu sou apenas um louco escrevendo e dissertando e enchendo o
saco, rabiscando no infinito cibernético. Cessarei antes mesmo que
tudo que eu diga já não faça mais sentido.
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