Essa
é a história de um poeta fingidor, que fingia tanta história, que
a história o pegou. Uma tragédia tão histórica, que a história
abafou. E essa história tão notória, foi assim que começou:
Era
uma vez um poeta que não sabia poetizar. Buscava criatividade em
tudo, mas tudo parecia lhe faltar. Não falava, não comia, tudo o
que fazia era pensar. E olhava pro horizonte, esperando uma visão,
que enxergasse lá de longe como num enorme clarão, uma imagem tão
divina que tocasse o coração.
Em suas poesias, a dor melhor
descreveria, o tanto que sofria. Mas como todo poeta, ele era um
fingidor, fingia tanto, fingia torto, que nem sabia que fingia escrever o que você
tanto lia.
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